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NEDI VARELA
( URUGUAI )
Poetisa do Uruguai.
ESPEJOS DE LA PALABRA / ESPELHOS DA PALAVRA 3 (POEMAS EN DOS IDIOMAS – POEMAS EM DOIS IDIOMAS)
Org. Roberto Bianchi. Montevideo: aBrace editora, 203. 120 p. Inclui os poetas brasileiros: Angela Togeiro, Brenda Mar(qu)es, Christina Hernandes, Claudio Márcio Barbosa, Clevane Pessoa, Dymythryus Padilha, Fátima Sampaio, Fernando Braga, Gacy Simas, Giselle Serejo, Kydia Mateos, Lucas Guimaraens, Marcelo de Oliveira Souza, Marco Llobus, Marcos Freitas, Maria Angélica Bilá Bernardes, Mariney Klecz, Neuza Ladeira, Nida Chalegre, Nilza Amaral, Nina
Reis, Noralia de Melo Castro, Novais Neto, Oleg Almeida, Pedro Franco, Roberto Ferrari, Rodrigo Marinho Starling, Rozelene Furtado de Lima, Tânia Diniz e Tarcísio Pádua. N. 06 518
Exemplar da biblioteca de Antonio Miranda.
TEXTO EM PORTUGUÊS
Neste tempo de sal e de
silêncio
anseio.
Sigo vivo.
OCEANO
Só dentro de mim,
Conheço o instrumento de minhas transformações,
as cordas de meu canto.
Mas minha carta de navegação
agora tem
umas poucas folhas para ler.
Um oceano apenas dentro de mim
com uma imensidão de voz aberta ao dia
estende meu sextante até uma estrela.
NOTURNO
No horizonte as árvores roubaram a lua.
O rio passa levando as últimas estrelas.
A noite veio para deixar seu manto azul na grama.
Desnudos vamos umedecer a brisa.
Procuro um rastro…
Meus olhos perguntam.
As pálpebras se fecham.
A escuridão se derrama sobre o espelho.
Esta aranha não sabe
econsrói seu ninho
no formato de um nó
transpirado e com sede.
Um suspiro escapa.
O nós se comprime.
Com a primeira ausência
asfixia um universo.
TEXTO EN ESPAÑOL
Solo dentro de mí,
conozco el instrumento de mis cambios
las cuerdas de mi canto
Pero mi carta de navegación
tiene ahora
unas pocas hojas para leer
Un océano solo dentro de mí
con una inmensidad de voz abierta al día
estira mi sextante hasta una estrella.
NOCTURNO
En el horizonte los árboles robaron la luna
El río avanza llevándose las últimas estrellas
La noche vino a dejar su traje azul sobre el césped
Desnudos vamos a humedecer la brisa
Busco una huella…
Mis ojos interrogan
Los párpados se cierran
La oscuridad se vierte en el espejo.
***
Esta araña no sabe
y construye su nido
con la forma de un nudo
transpirado y sediento
Un suspiro se cuela.
El nudo se comprime
Con la primera ausencia
asfixia un universo.
*
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Página publicada em janeiro de 2026.
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